Archive for fevereiro \26\UTC 2008

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o melhor presente

fevereiro 26, 2008

Quando eu tinha uns 14 anos, o filme “Colcha de Retalhos” me marcou bastante. Pra quem não viu, o filme conta a história de uma garota que, confusa com os rumos de seu noivado, se refugia na fazenda da avó, que fica em uma cidade onde é tradição que as mulheres teçam colchas de retalho como presente de casamento. E enquanto elas se dedicavam à atividade, relembravam antigas histórias de relacionamentos amorososos. Eu adorei o filme, acho que mais beleza dos retalhos do que pela história em si. E foi nesta época que comecei a cultivar o sonho de ter uma colcha de retalhos de verdade, como a do filme. Minha mãe chegou a guardar retalhos uma época para um dia fazer a tal colcha, mas o tempo foi passando, a Elisa nasceu, eu namorei, noivei, casei e nada da colcha chegar. Um dia, há uns 2 anos, estava andando em uma feira no shopping com o Márcio e me deparei com uma barraquinha de produtos artesanais, cheia de objetos feitos de retalhos. Eu parecia criança em loja de brinquedos, mas como já não era mais criança mesmo e já sabia o que significava a palavra caro, acabei deixando a idéia de lado. Um dia, quem sabe, né? Contei a ele do meu ‘sonho’ de adolescente e de como eu realmente queria ter, um dia, uma colcha daquelas. De verdade mesmo. Eis que no meu aniversário de 27 anos na semana passada, Márcio, o amor mais lindo de todos os amores do mundo, me surpreendeu com uma linda colcha de retalhos, especialmente encomendada no final de janeiro para dar tempo de estar pronta a tempo. Nem preciso dizer o quanto eu amei, né?

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praticamente uma adolescente

fevereiro 24, 2008

Não basta Elisa estar indo para um colégio de gente grande (começa amanhã!), ela tem que me dar sinais de que está cada dia mais mocinha o tempo todo. Hoje, em nossas diversas conversas durante o dia, ela usou expressões como “tipo assim” e “na real”. Ééééé.

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across the universe…

fevereiro 18, 2008

… é lindo. Lindo! Me emocionei várias vezes no filme. Abaixo, um dos melhores trechos, quando toca Lei it Be:

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tornozeleira

fevereiro 18, 2008

A Elisa ganhou uma tornozeleira do Márcio, mas não conseguia se lembrar o nome do acessório, então perguntou: “ô, Márcio, como é mesmo o nome do pulso do pé?”

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aprendendo a negociar

fevereiro 14, 2008

Elisa tá aproveitando os últimos dias de férias e dormiu algumas noites na casa da minha mãe esta semana. Ela é muito puxa-saco da vó, nunca vi. Aí, hoje eu falei que fico com saudades quando ela não está em casa, e ela, sempre muito ágil, me fez a seguinte proposta: “mãe, então vamos fazer assim: eu durmo na nossa casa, mas só se tu parar de trabalhar”.

aiai.

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eu ‘se’ puxei

fevereiro 14, 2008

Quando eu tinha uns 7 anos, minha vó, a doce Margarida, me ensinou a fazer tricô. Comecei uma manta verde musgo, com um par de agulhas azuis de plástico, que eu guardava em uma sacolinha da Kellog’s que ganhei em algum passeio do colégio. Me lembro que a sacola veio cheia de produtos em miniatura, mas realmente não consigo me lembrar qual lugar fui visitar na ocasião. Eu nunca terminei aquela manta. E por anos ela ficou guardada na mesma sacola, que por sinal, me lembro direitinho do desenho e das cores que tinham. Deve ter significado algo, não?

Isso me faz lembrar minha mãe que começou a fazer um blusão preto para o meu pai quando eu tinha uns 9 anos e nunca terminou. E em todas as mudanças de cidade que fizemos, o tricô inacabado foi junto. Acho que faz uns dois anos, mais ou menos, que ela desmanchou e fez umas três mantas pretas. Uma pra ele, inclusive, o que é muito justo (apesar de eu nunca tê-lo visto usar). E gente, completo 27 aninhos na próxima quarta-feira, dia 20.

Mas voltando ao assunto. Acontece que eu desisti do tricô por longos anos. Quando estava grávida da Elisa, tentei retomar, mas me dei conta de que não tinha mesmo talento e, principalmente, paciência pra aprender a fazer a coisa direito. E descobri que a única peça que eu seria capaz de fazer seria a manta, que é só seguir em linha reta como se não houvesse amanhã. Fiz umas bem bonitas que adoro usar, mas consegui terminá-las porque comprei uns novelos de lã bem grossos e o maior par de agulhas que tinham na loja. Isso sem contar que aprendi pontos largos e outros que se pode desmanchar no final, fazendo com que uma parte se transforme em duas. Aí é fácil. A gente começa e quando vê, tchanã!, tá pronto.

Diferente da minha irmã (ela faz, do nada, descansos de panela, porta-guardanapos e bandejas de jornal, ou bonequinhos e guitarras de biscuit), minhas habilidades artesanais são limitadas, mas ontem eu fiquei muito orgulhosa de mim. Acho que é inspiração, porque minha filhinha linda está indo para um colégio de verdade este ano e eu tenho que colocar nome em todo o material escolar (aliás, continuo adorando material escolar novo, mas é tão melhor quando saía do bolso dos meus pais!). Na lista dela constavam um guardanapo de pano e uma toalha de mão. E sabem o que eu fiz? Bordei a mão livre o nome dela nas duas. Uma em ponto correntinha e a outra em ponto cruz. E fui além: na toalha, eu escrevi em letra corrida.

Depois eu coloco foto pra mostrar.

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fevereiro 12, 2008

Hoje, recebi uma crítica de um dos meus principais leitores (quem vê até pensa), o Dinho. Ele reclamou do meu blog e dos ‘resumos’ que faço dos filmes, que são muito chatos, segundo ele. Tá, ele não usou essas palavras, mas juro que pensou! Eu sei que muita gente não tá nem aí pras minhas impressões sobre os filmes, mas antes que digam qualquer coisa, eu escrevo porque eu gosto. E acho que o Dinho foi injusto comigo, mas levo muito em conta a opinião dele sobre meu singelo espaço virtual. E não, não vou ter outro blog sobre cinema, senão seriam dois desatualizados! :)

Mas falando sério agora, a verdade é que eu não sei o que aconteceu e qual foi o momento em que eu passei a não achar que os fatos deveriam ir para o blog. Talvez porque eu não tenha mais encontrado velhinhas com casacos vermelhos fofinhos por aí, sei lá, mas simplesmente a inspiração não dá as caras por aqui há um bom tempo. Acho que meu melhor momento de blogueira foi quando eu vivia angustiada, e, juro, não quero que aquele tempo volte nunca mais. É como disse o próprio Dinho: antes ficar sem inspiração do que angustiada. Mas enfim, quero e vou tentar fazer com que este blog torne-se pelo menos um pouco atrativo. Quero voltar à antiga forma. Em todos os sentidos, diga-se de passagem.

Mas tu vê, que triste. Nem pra começar tenho algo legal pra dizer, então vou contar que compramos uma mesa linda e seis cadeiras para a nossa sala. Eu nunca tive coragem de comprar cadeiras, não entendo porque são tão caras. Mas pra deixar a sala linda e evitar o provisório permanente, elas se fazem necessárias. E como são seis cadeiras pagas a prazo, são, no mínimo, seis parcelas de prestação. :)