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eu ‘se’ puxei

fevereiro 14, 2008

Quando eu tinha uns 7 anos, minha vó, a doce Margarida, me ensinou a fazer tricô. Comecei uma manta verde musgo, com um par de agulhas azuis de plástico, que eu guardava em uma sacolinha da Kellog’s que ganhei em algum passeio do colégio. Me lembro que a sacola veio cheia de produtos em miniatura, mas realmente não consigo me lembrar qual lugar fui visitar na ocasião. Eu nunca terminei aquela manta. E por anos ela ficou guardada na mesma sacola, que por sinal, me lembro direitinho do desenho e das cores que tinham. Deve ter significado algo, não?

Isso me faz lembrar minha mãe que começou a fazer um blusão preto para o meu pai quando eu tinha uns 9 anos e nunca terminou. E em todas as mudanças de cidade que fizemos, o tricô inacabado foi junto. Acho que faz uns dois anos, mais ou menos, que ela desmanchou e fez umas três mantas pretas. Uma pra ele, inclusive, o que é muito justo (apesar de eu nunca tê-lo visto usar). E gente, completo 27 aninhos na próxima quarta-feira, dia 20.

Mas voltando ao assunto. Acontece que eu desisti do tricô por longos anos. Quando estava grávida da Elisa, tentei retomar, mas me dei conta de que não tinha mesmo talento e, principalmente, paciência pra aprender a fazer a coisa direito. E descobri que a única peça que eu seria capaz de fazer seria a manta, que é só seguir em linha reta como se não houvesse amanhã. Fiz umas bem bonitas que adoro usar, mas consegui terminá-las porque comprei uns novelos de lã bem grossos e o maior par de agulhas que tinham na loja. Isso sem contar que aprendi pontos largos e outros que se pode desmanchar no final, fazendo com que uma parte se transforme em duas. Aí é fácil. A gente começa e quando vê, tchanã!, tá pronto.

Diferente da minha irmã (ela faz, do nada, descansos de panela, porta-guardanapos e bandejas de jornal, ou bonequinhos e guitarras de biscuit), minhas habilidades artesanais são limitadas, mas ontem eu fiquei muito orgulhosa de mim. Acho que é inspiração, porque minha filhinha linda está indo para um colégio de verdade este ano e eu tenho que colocar nome em todo o material escolar (aliás, continuo adorando material escolar novo, mas é tão melhor quando saía do bolso dos meus pais!). Na lista dela constavam um guardanapo de pano e uma toalha de mão. E sabem o que eu fiz? Bordei a mão livre o nome dela nas duas. Uma em ponto correntinha e a outra em ponto cruz. E fui além: na toalha, eu escrevi em letra corrida.

Depois eu coloco foto pra mostrar.

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One comment

  1. Moça prendada. Eu sou super do craft, mas tenho horror a tricôs e bordados tradicionais. Tricô eu nem me arrisco mesmo, mas o bordado eu já fiz – tenho um monte de paninhos feitos por mim quando estava no colégio, acredita? E sou capaz sim de botar a mão na massa hoje em dia. Aliás, com agulha e linha eu super me garanto. Precisa ver o que eu ando customizando por aqui. Agora ando fazendo uns toys. Tudo a mão. Eles foram começados há uns 6 meses e eu tenho preguiça de terminá-los. Quando finalmente terminar vou fotografar e postar no blog. :) Mostra os paninhos da Elisa sim. beijos



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