Archive for janeiro \30\UTC 2009

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o irreal que é real

janeiro 30, 2009

Como disse a Maria, “O Curioso Caso de Benjamin Button” é a história irreal mais real que existe. Amei cada pedacinho do filme, do início ao fim, e achei incrível a veracidade da história e a sensibilidade dos personagens. Até escorreram umas lagriminhas aqui, o que é lindo para a pessoa insensível que sou. E a maquiagem, então, nem se fala. Perfeita! Mesmo com três horas de duração, vale muito a ida ao cinema. Mas confesso que fiquei aliviada quando Brad Pitt aparece bonitão. Tava ficando angustiada em ver ele todo enrugadinho.

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roma

janeiro 28, 2009
Feliz da vida no Foro Romano

Feliz da vida no Foro Romano

Entre Natal e Ano-Novo, vi rolando na casa da minha tia o livro “Comer, Rezar, Amar”, então peguei pra ler. Leitura rápida e agradável, perfeita para passar o tempo. Se fosse um filme, diria que é uma comédia romântica daquelas pra ver sem pretensão e com um potão de pipoca no colo (aliás, parece que vai ser, com a Julia Roberts interpretando o papel principal). Não farei aqui uma resenha do livro, sequer uma avaliação, mas sim um pequeno comentário sobre um trecho dele com o qual me identifiquei bastante. O livro é o relato da autora, Elizabeth Gilbert, sobre o ano que passou viajando ao redor do mundo em busca de sua recuperação pessoal, após um longo período de depressão. Os primeiros 4 meses de jornada foram na Itália (depois ela foi para Índia e Indonésia), o que fez do primeiro capítulo o meu favorito, certamente. Ela morou em Roma para aprender italiano, mas acabou entregando-se despudoradamente ao prazer da gastronomia. Ficou 4 meses sem entrar nas calças, mas feliz da vida. E a parte que me chamou a atenção foi justamente quando ela fala sobre suas impressões a respeito de Roma, que são muito parecidas com as minhas. Para “nós”, a magnitude de Roma é indiscutível. Vide o trecho abaixo:

Atualmente, na Europa, vem acontecendo uma queda de braço. Algumas cidades estão competindo com outras para ver quem vai emergir como a grande metrópole européia do século XXI. Será Londres? Paris? Berlim? Zurique? Talvez Bruxelas, centro da jovem comunidade? Todas tentam superar as outras culturalmente, arquitetonicamente, politicamente, tributariamente. Mas é preciso dizer que Roma não entrou nessa corrida por status. Roma não compete. Roma fica só olhando toda essa aflição e esforço, inteiramente impassível, cantarolando uma melodia como quem diz: “Ei… podem fazer o que quiserem, mas eu continuo sendo Roma”. A segurança régia desta cidade me inspira, tão firme e tão azeitada, tão bem-humorada e tão monumental, como quem sabe que tem o seu lugar especial na História. Quando eu for uma velha senhora, gostaria de ser como Roma.

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janelinha

janeiro 23, 2009

só pra ficar registrado que hoje a Elisa perdeu o primeiro dente dela. óum. que saudades da minha “zaparolha”. :)

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sete coisas que você não sabia sobre mim

janeiro 23, 2009

ontem, enquanto aguardava a companhia da cla para jantar, ela me mandou fazer este meme. como sou obediente, fiz. como ela mesma disse, “o meme é simplinho: sete coisas que você aí, é, você mesmo, não sabia sobre mim. meio complicado, porque minha vida é um blog aberto. mas vamo lá.”

1. apesar de ser expansiva e me relacionar facilmente com vários tipos de pessoas, eu sou super tímida. não acredita? me coloca falando em público ou pede pra eu dar uma entrevista, então? ou, de brincadeira, pede pra eu encenar alguma cena engraçada, mesmo que para uma foto? nem pensar!

2. tenho uma alergia horrível nas pernas, o que as deixam com mais marcas do que as que herdei da infância. quando começa a coçar, só para depois que eu arranco pedaço. sim, é horrível, eu disse. juro que estou tentando controlar minhas unhas, mas é mais forte que eu.

3. toda vez que eu espirro, são sete vezes seguidas. e eu não sou uma pessoa discreta ao espirrar.

4. quando tinha 7 anos de idade, perguntei ao melhor amigo da minha tia se ele era “bicha”. me disseram que isso era feio, mas devo ter esquecido ao longo da vida, pois repeti a dose com outros dois viventes depois dos 20 anos.

5. quando eu tava no pré II, menti que era apaixonada pelo meu coleguinha japonês, Yuri, só porque ele não tinha amigos.

6. ainda no pré-II, ganhei um conjunto de colar e pulseira da minha mãe, mas eu não gostava de usar nada dessas coisas (eu era um moleque). aí, na primeira vez que coloquei para ir ao colégio, perdi a pulseira. uma coleguinha minha achou, mas não quis me devolver, usando como defesa o bordão “achado não é roubado, quem perdeu foi relaxado”. demorei horas para conseguir negociar, mas chegamos a um acordo: eu levava a pulseira todos os dias pra ela usar durante a aula e ela me devolvia na hora de ir embora. tudo para que nem ela e nem mamãe ficassem chateadas comigo.

7. meu primeiro namorado se chamava wilham e eu tinha vergonha quando ele escrevia o nome dele. não podia ser willian, não?

agora, quem quiser que se divirta fazendo este meme também.

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Seven Pounds

janeiro 13, 2009

Pelo que andei ouvindo por aí, “Sete Vidas” (Seven Pounds, EUA, 2008 ) não tem agradado muito ao público e à crítica. Não sei explicar o motivo, porque eu realmente gostei. Não amei, mas gostei muito. O roteiro é bem amarrado, apesar de clichê. E eu não fiquei entediada com a história, mas confesso que demorou um pouquinho além da conta para que a trama se revelasse pra mim.

O que me levou ao cinema foi o Gabriele Muccino, diretor italiano que sempre apresenta um excelente resultado nas telas. Pra quem não conhece, foi ele quem dirigiu o “L’Ultimo Bacio” e “The Pursuit of Happyness”. Neste último, estreou a dobradinha com Will Smith, que, aliás, está sensacional em “Sete Vidas”.

Acho, realmente, que o filme foi feito com a intenção de fazer chorar. O roteiro não é muito original, mas aí entra o mérito do diretor, que conseguiu tirar o melhor dele e soube tratar muito bem a moral, o amor, o arrependimento, o perdão, a vida e a morte. “Sete Vidas” não é o filme do ano – e está longe de ser -, mas vale muito a pena.