Archive for abril \29\UTC 2009

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bobalhona

abril 29, 2009

Uma amiga que joga vôlei comigo todas as segundas levou, no último jogo, uma mala cheia de blusas lindas pra vender. Se dinheiro eu tivesse, comprava uma de cada modelo. Porém, como a vida não é tão fácil assim, levei três pra casa pra provar (isso depois de uma triagem). Aí, prova daqui, prova dali, escolhi apenas uma. Eu disse, a vida não tá fácil.

A última que provei esta manhã foi a que eu decidi ficar. Gostei tanto que já vim com ela pro trabalho. E, como estou sem carro, a lotação foi meu transporte. E eu sou muito mongolona, porque saí de casa, caminhei umas 4 quadras, peguei a lotação, desci da lotação, caminhei mais uma quadra, cheguei no escritório, me sentei na frente do computador e senti uma coisa esquisita nas minhas costas: sim, vim com a etiqueta balançando e à mostra durante todo o trajeto.

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desajeitada

abril 24, 2009

elisa conversava com o márcio hoje cedo:

– a minha mãe diz que eu não preciso usar óculos de grau, mas acho que ela tem que me levar no médico.

– mas ela já te levou e tu não precisa mesmo.

– é, só que eu sou muito desajeitada, nunca olho por onde ando.

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atualizando

abril 24, 2009

no dia seguinte à ligação do senhor do corolla, encontrei-o na lotação. não tenho 100% de certeza, mas acho que era ele, sim. e, ao chegar no escritório, falei com minha corretora, que me disse que ele decidiu usar o próprio seguro para arrumar o precioso carro dele na oficina escolhida. então, lavo minhas mãos, porque eu tentei, gente. a seguradora dele que vá se entender com a minha.

enquanto isso, venho trabalhar de tênis todos os dias, por conta do trajeto que tenho que caminhar pra pegar o ônibus. tem seu lado bom. :p

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não é mole, não

abril 22, 2009

eu vou contar uma coisa pra vocês. bati o carro na segunda-feira à noite por total culpa minha. me distraí afu e entrei na traseira de um corolla. saí do carro já pedindo desculpas ao senhor que dirigia o automóvel à frente. ele ignorou totalmente as minhas palavras e foi extremamente grosso. eu disse que eu sabia que a culpa era minha e que pagaria o conserto do carro dele. dei meus telefones todos e mostrei minha identidade, mas ele pediu minha carteira de motorista também. anotou a minha placa e ficou o tempo todo duvidando da minha honestidade, tanto que quando chegou na casa dele, ligou para todos os números que dei para confirmar se eram meus mesmo.

eu entendo o lado dele, mas fiquei muito furiosa por ele ter duvidado de mim. posso ter todos os defeitos do mundo, mas desonestidade não é um deles, com certeza. em nenhum momento me neguei a atendê-lo e ele não teve a menor sensibilidade. sem contar que o meu carro precisou ser guinchado, enquanto o dele ficou só amassadinho.

comecei a escrever este post porque, no fim, eu queria dizer que ainda bem que existem corretores de seguros e que eles têm conhecimento suficiente para lidar com essas pessoas. porque, definitivamente, pago pra não me incomodar. e sou fã de todo e qualquer profissional que se coloca como ‘facilitador’ (adoro a palavra!) em situações como essas.

e o curioso é que enquanto eu escrevia este texto, este senhor me ligou para reclamar do processo, que está sendo muito demorado. não basta eu assumir a culpa pela batida, dar todas as informações ao meu respeito, acionar o meu seguro e arcar com todo e qualquer custo dele. não, não é suficiente a gente ser correto e fazer a nossa parte. ele, além de reclamar da lerdeza (não está lento, só pra constar), ainda exige que não quer que seja em qualquer oficina a não ser na que ele escolher. minha corretora está tentando viabilizar a oficina que ele quer, mas isso é mais complicado e requer mais tempo, o que ele também não aceita. tem que ser no tempo dele, caso contrário vamos conversar sobre isso na justiça.

sim, foi o que ele me disse.

por fim, depois de me deixar muito nervosa, comentei que ele estava sendo muito mal educado comigo, porque em nenhum momento eu o destratei. e ele achou um absurdo e disse que estou equivocada.

ahã.

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boa de garfo

abril 18, 2009

fim-de-semana, almoço de família, minha mãe pergunta:

– Elisa, o que tu quer comer?
– mmmm…. quero camarão, lula e salmão.

muito fina.

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sem idéia de título

abril 17, 2009

Uma vez, andava eu e minha tia na rua e um carinha nos abordou dizendo que era um assalto. Antes de nos desesperar, prestamos bem atenção nele: baixinho e mirrado, descalços e chapado até o último fio de cabelo. Ele fedia a loló, na real, e mal conseguia pronunciar a palavra dinheiro.

– Me passa o dinheiro.
– Eu não tenho, disse.
– Rápido. Eu tô armado.

Olhamos pra ele e vimos que a ‘arma’ que ele tinha na mão era, na verdade, o polegar e o indicador esticados, apontando pra gente. Então, demos de ombro. Ele insistiu novamente até que a Pati, tirando os bolsos do casaco pra fora, gritou:

– MAS EU NÃO TENHO DINHEIRO!

E ele saiu resmungando que queria SÓ 1 real.

Juro que é verdade, e foi uma cena ridícula ela com os bolsos pra fora. E por sorte, ele não era mesmo um assaltante, porque se fosse, a Pati teria perdido todo o salário do mês.

Aí, contando esta história hoje, me lembrei de várias situações inusitadas de assaltos que já me foram narradas. Um amigo, por exemplo, foi abordado no ônibus em São Paulo. O ladrão sentou-se ao seu lado e pediu pra passar a grana. E meu amigo, super desligado, abriu a carteira e perguntou quanto o cara queria. É óbvio que ficou sem nada, mas o ladrão ainda foi bacana e deixou a identidade e um passe de ônibus pra ele.

Um outro conhecido, um negão fortão, colocava o tênis de basquete na mochila e ia de ônibus pro clube treinar (era uma época em que se roubava muito tênis e bonés, lembram disso?), aí, um dia estava desfilando com a mochila entreaberta, quando foi parado por um ladrãozinho na descida do buzão: “me dá o tênis da mochila”. Espirituoso, Fernadão lamentou: “meu, acabei de roubar de um playboyzinho ali atrás”. O assaltante se solidarizou, pediu desculpas e foi embora.

E foi aí que meu amigo me contou a mais bizarra de todas. Sua amiga foi assaltada na rua e ameaçada com um estilete. Na hora, ela inventou uma história de que estava desempregada, que a vida tava complicada e que entendia como as coisas deviam ser difíceis pra ele também. O ladrão se comoveu e devolveu o celular pra ela. E ela, num impulso, deu um “abraço  sincero” pra agradecer.

Só faltou trocar telefones, né?

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leprechaun

abril 9, 2009

ontem, Elisa brincava com a dinda no quarto dela, quando avistou na prateleira o leprechaun da foto abaixo, presente de uma grande amiga que esteve na Irlanda.

Ao ver o bonequinho, Elisa comentou:

– esse boneco aí é o ESCONDE.

– esconde? como assim, esconde?

Elisa se dirigiu até o boneco e, já com ele em mãos, respondeu:

o ESCONDE! ESCONDE DE SABUGOSA! Não tá vendo que este boneco é uma ESFIGA de milho?

O ESCONDE que é uma ESFIGA

O ESCONDE que é uma ESFIGA