Archive for maio \27\UTC 2009

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há 3 anos e meio

maio 27, 2009

Este blog acabou virando um espaço quase que integral da Elisa. E, na falta de assunto, a Lari me salvou. Em seu antigo blog, Do Lar, há uns 3 anos e meio, mais ou menos, ela publicou este post, com fotos da zaparolha bem pequenina.

Hoje, em busca de um texto antigo, ela relembrou deste episódio e me mandou o link. Aí, nos comentários, constava a seguinte contribuição minha:

Hoje [29.11.2005], Elisa me mostrava um livro educativo com figuras de móveis da casa, me explicando cada um deles:

– aqui a elisa guarda as roupas dela.

– e qual o nome disso?, pergunto.

– guarda-roupas, responde ela.

E continua, agora apontando pro criado-mudo:

– e aqui é onde a elisa guarda outras coisas.

– e qual o nome disso?, repito

– é guardaveta, conclui.

Hahahaha. Adorei! Thank’s, Larimagr!

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depoimentos

maio 18, 2009

Era janeiro de 2005 e fui a trabalho para a cidade maravilhosa. Jantamos no La Fiorentina – amigos e colegas de trabalho – e depois esticamos uma bebedeira – só os amigos – no Cervantes. Na mesa, umas dez pessoas contavam peripécias e aventuras já vividas, em um tom bem alto de conversa.

Ao que, de repente, um senhor em uma mesa próxima se levanta, bate com o garfo no copo e diz:

– Boa noite, gostaria da atenção de todos, pois quero fazer um depoimento. Meu nome é Fulano de Tal, sou engenheiro, e eu estou dizendo quem eu sou, porque eu não quero fazer um depoimento anônimo. Então, gostaria de dizer que eu estou com a minha esposa e nós viemos aqui para comer um sanduíche apenas. E com isso quero dizer que NÃO ME INTERESSA a vida sexual de ninguém. Não preciso saber quem fez o quê, onde e quando. Eu só quero comer um sanduíche em paz com a minha mulher. Obrigado.

Os bebuns do bar começaram a bater palmas e a fazer aquela gritaria. Quando, de repente, uma mulher se levanta. Ela estava sentada na mesa ao lado da mesa do senhor. Era grandona, fortona, com uns braços do tamanho da garrafa de 3l da coca-cola:

– Boa noite, eu também gostaria de fazer um depoimento.

E, usando a mesma estratégia do senhor, ela se apresentou:

– Meu nome é Fulana de Tal, eu sou não-sei-o-quê, e EU SOU LÉSBICA!

Aí a galera foi à loucura, com gritos de “beija, beija, beija”. Ela beijou a namorada e o senhor pagou a conta e foi embora.

Excelente história e eu não me lembrava dela até a última sexta-feira, quando a Liz me refrescou a memória. Ela nunca deixa passar nada, é um excelente registro da minha vida.

E, falando isto, me faz pensar que aí está uma das melhores vantagens em se ter amigos. Eles complementam a nossa existência. E a gente se vê através do olhar deles, sempre em uma perspectiva muito melhor do que há na nossa cabeça. E isso explica o fato de ser sempre tão bom a gente relembrar, incansavelmente, os bons momentos . Eu tenho vários amigos que despertam isso em mim, mas a Liz tem algo especial. E, posso dizer com toda a certeza do mundo que temos uma visão linda uma da outra. E é por isso que eu amo tanto ela.

Boa semana!

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é japinha mesmo

maio 11, 2009

Pra quem não sabe, a Elisa adora sushi. O preferido dela é o de salmão, que ela come enlouquecidamente. Ontem, no almoço do Dia das Mães, meu pai fez um banquete e, enquanto ele produzia, ela ficou sentada na frente dele comendo. antes do almoço, filou 2 temakis e um rolinho de hossomaki. Na hora do almoço, comeu 4 oniguiris e algumas peças de sashimi. tudo de salmão.

Aí, hoje de tarde, ela me pediu pra ir na antiga escolinha, lugar que adora e que, vez ou outra, vai pra brincar. A diretora da escola e amiga ama a Elisa e elas são super puxa-saco uma da outra. Então, deixei a pequena lá pelas 13h30 e, no meio da tarde, me liga a diretora:

– Tua filha me convidou pra ir no Dado com ela esta semana comer sushi.  Posso aceitar?

Eu consenti (apesar de não saber se é bom o sushi de lá) e fiquei pensando: em outras palavras, posso dizer que Elisa, aos 5 anos e 10 meses, já está combinando de sair à noite com as amigas.

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das crianças

maio 7, 2009

lendo o blog do tião, me lembrei das frases que tanto gosto tiradas do livro do pedro bloch, com definições das crianças sobre várias coisas. até comentei lá as minhas favoritas. já falei sobre elas aqui no blog (ou no antigo, não lembro) e, apesar de repetitivo, sempre acho que vale a pena, porque raciocínio de criança é fantástico. é sempre divertido, mais ou menos como aquele e-mail “como manter um nível de sanidade mental” (tá, eu acho).

aí, googleando, achei em vários sites um texto que falava a respeito de uma coluna que o pedro bloch mantinha na revista “pais & filhos”, retratando diálogos e situações engraçadas com crianças. e, mesmo não sabendo a fonte original, resolvi postar aqui, porque achei ótemo:

1 – Uma menina estava conversando com a sua professora. A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engolisse um ser humano porque, apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena. A menina afirmou que Jonas foi engolido por uma baleia. Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível.

A menina, então disse:

– Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas.

A professora lhe perguntou:

– E o que vai acontecer se Jonas tiver ido ao inferno?

A menina respondeu:

– Então é a senhora que vai perguntar.

2 – Uma professora de creche observava as crianças de sua turma desenhando. Ocasionalmente passeava pela sala para ver os trabalhos de cada um. Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou o que desenhava. A menina respondeu: –

– Estou desenhando Deus.

A professora parou e disse:

– Mas ninguém sabe como é Deus.

Sem piscar e sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu:

– Saberão dentro de um minuto.

3 – Uma honesta menina de sete anos admitiu calmamente a seus pais que Luís Miguel havia lhe dado um beijo depois da aula.

– E como aconteceu isso?, perguntou a mãe assustada.

Não foi fácil, admitiu a pequena senhorita, mas três meninas me ajudaram a segurá-lo.

4 – Um dia, uma menina estava sentada observando sua mãe lavar os pratos na cozinha. De repente, percebeu que sua mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam entre a sua cabeleira escura. Olhou para sua mãe e lhe perguntou:

– Porque você tem tantos cabelos brancos, mamãe?

A mãe respondeu:

– Bom, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar ou me faz triste, um de meus cabelos fica branco.

A menina digeriu esta revelação por alguns instantes e logo disse:

-Mãe, porque TODOS os cabelos de minha avó estão brancos?

5- Um menino de três anos foi com seu pai ver uma ninhada de gatinhos que haviam acabado de nascer. De volta a casa, contou com excitação para sua mãe que havia gatinhos e gatinhas .

– Como você soube disso?, perguntou a mãe.

– Papai os levantou e olhou por baixo, respondeu o menino. Acho que ali estava a etiqueta.

6 – Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadi-los a comprar uma cópia da foto do grupo.

– Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e todos dizerem ‘ali está Catarina, é advogada’, ou também ‘Este é o Miguel. Agora é médico’.

Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala:

– E ‘ali está a professora. Já morreu’.