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(500) dias com ela

dezembro 1, 2009

Lá vou eu falar de filme, já que não tem nada pra contar. Mas acontece que no último domingo assisti “(500) dias com ela” e fiquei obcecada. O filme é realista, os personagens são consistentes – aliás, os atores são excelentes – e a trilha é maravilhosa.

*****Se você não viu ainda, veja. E não leia o texto abaixo, porque ele contém spoilers. Se viu, me diga se concorda.*****

Apesar de se enquadrar na categoria comédia romântica, “(500) dias com ela” tem um roteiro muito bom e que não apresenta nenhum absurdo clássico do gênero (que eu adoro, diga-se de passagem). A relação de Tom (Joseph Gordon-Levitt) e Summer (Zooey Deschanel) é absolutamente verossímil. Ao ler algumas críticas sobre o filme, percebi que a maioria trata a personagem dela como a malvada que despedaçou o coração dele. Porém, acho essa interpretação tão simplista que não consigo concordar, embora ele tenha realmente ficado em caquinhos. Mas a verdade é que não consigo achá-la má e em nenhum momento cheguei a odiá-la. Acho que sua simplicidade e delicada estranheza me cativaram.

Algumas cenas são muito tocantes, como quando ela chora compulsivamente no cinema por entender que aquilo que ela vê na tela é justamente o que ela sente e e tem pena de admitir. Naquele momento, fica claro que ela sofre por entender que não dá mais. E ele, ao mesmo tempo, sofre por perceber a distância, mas não aceita e finge que tá tudo bem.

O fato de Summer não acreditar no amor e não querer se comprometer acaba sendo só uma introdução à história deles. Porque, no fim, ela entende que, embora tenha se apaixonado por Tom, sabia que o que sentia não era o suficiente. Mesmo com todos os bons momentos e todo aquele sentimento e doação dele para com ela. Porém, foi graças a ele que ela passou a acreditar que, sim, o amor pode fazer sentido, e ficou pronta e aberta a um relacionamento de verdade.

– Eu só acordei um dia e soube.
– Soube o quê?
– O que eu nunca tive certeza com você.

E ele, por todas as afinidades, por todos os bons momentos e pela intensidade do sentimento que tinha por ela, custou a aceitar que não tinha mais volta. E isso é muito bem mostrado na sequência de cenas em que a tela se divide entre expectativa e realidade que não se encontram. Ele fica destruído, cheio de questionamentos sem respostas. E quando ele chega a perder a crença no amor e no romantismo, é ela quem devolve isso a ele.

– E… eu só ficava pensando… Tom estava certo. Só não era sobre mim que você estava certo.

***

No mais, a estética do filme é muito boa. Não só pela forma como ele nos conta a história, cheia de vais e vens muito bem conectados, mas também pelo figurino, pelas referências de música e cinema que ele traz e pelas cores. Aliás, as cores me chamaram muito a atenção, especialmente o azul de quando Summer está em cena, o que faz destacar ainda mais os olhos marcantes da atriz. E isso tudo com uma trilha sonora deliciosa, que não consigo parar de escutar aqui.

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4 comentários

  1. Quero todas as roupas do Tom. Summer é uma chatinha. Joseph Gordon-Levitt fever!


  2. não acho a summer chatinha, mas tudo bem, já sei teu ponto de vista! :)


  3. também achei o filme fofo. ele tem todo seu encanto e é muito positivo, apesar de ser sobre uma história que não deu certo. a trilha é ótima também. bjos!


  4. Tb adorei esse filme, e concordo muito de que eh muito realida (nem tudo eh um conto de fadas) e umas dos prontos fortes eh sem duvida a trilha sonora!!



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