h1

não é mole, não

abril 22, 2009

eu vou contar uma coisa pra vocês. bati o carro na segunda-feira à noite por total culpa minha. me distraí afu e entrei na traseira de um corolla. saí do carro já pedindo desculpas ao senhor que dirigia o automóvel à frente. ele ignorou totalmente as minhas palavras e foi extremamente grosso. eu disse que eu sabia que a culpa era minha e que pagaria o conserto do carro dele. dei meus telefones todos e mostrei minha identidade, mas ele pediu minha carteira de motorista também. anotou a minha placa e ficou o tempo todo duvidando da minha honestidade, tanto que quando chegou na casa dele, ligou para todos os números que dei para confirmar se eram meus mesmo.

eu entendo o lado dele, mas fiquei muito furiosa por ele ter duvidado de mim. posso ter todos os defeitos do mundo, mas desonestidade não é um deles, com certeza. em nenhum momento me neguei a atendê-lo e ele não teve a menor sensibilidade. sem contar que o meu carro precisou ser guinchado, enquanto o dele ficou só amassadinho.

comecei a escrever este post porque, no fim, eu queria dizer que ainda bem que existem corretores de seguros e que eles têm conhecimento suficiente para lidar com essas pessoas. porque, definitivamente, pago pra não me incomodar. e sou fã de todo e qualquer profissional que se coloca como ‘facilitador’ (adoro a palavra!) em situações como essas.

e o curioso é que enquanto eu escrevia este texto, este senhor me ligou para reclamar do processo, que está sendo muito demorado. não basta eu assumir a culpa pela batida, dar todas as informações ao meu respeito, acionar o meu seguro e arcar com todo e qualquer custo dele. não, não é suficiente a gente ser correto e fazer a nossa parte. ele, além de reclamar da lerdeza (não está lento, só pra constar), ainda exige que não quer que seja em qualquer oficina a não ser na que ele escolher. minha corretora está tentando viabilizar a oficina que ele quer, mas isso é mais complicado e requer mais tempo, o que ele também não aceita. tem que ser no tempo dele, caso contrário vamos conversar sobre isso na justiça.

sim, foi o que ele me disse.

por fim, depois de me deixar muito nervosa, comentei que ele estava sendo muito mal educado comigo, porque em nenhum momento eu o destratei. e ele achou um absurdo e disse que estou equivocada.

ahã.

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7 comentários

  1. Bah, que merda.

    Espero que tudo se resolva. E espero que um dia as pessoas respeitem umas as outras.

    (sim, eu sonho, mas eh o unico jeito de se manter vivo)


  2. Bah, Lella, não gosto nem de pensar se um dia acontece uma coisa dessas comigo aqui no Rio, onde a falta de educação é ainda maior e mais generalizada. Esses dias um cara dobrou numa rua sem fazer sinal, quase me atropelou e ainda me chamou de “piranha vagabunda” quando eu reclamei (e isso que eu reclamei sem ser grossa). O pior é que, com o tempo, essa cultura vai nos sufocando e quando a gente vê a gente mesmo tá xingando os outros pela janela. Sad but true…


  3. Ih, Lella, duas situações distintas aconteceram comigo: bati o carro dando ré (não vi uma CAMINHONETE que estava estacionada atrás – em lugar proibido, diga-se de passagem – pois estava manobrando e cuidando o carro ao lado). O tiozinho até que foi bacana, pegou meu celular, disse que ia orçar o conserto do arranhão. Mas a louca da mãe dele gritou, xingou, disse que eu não poderia ir embora porque não iria pagar e tal. O cara me cobrou R$ 180 pelo conserto (que achei um roubo pelo risquinho que fiz no veículo) e ficou tudo bem. Há um mês também me distraí e dei na traseira de um Corolla, mas o cara foi super bacana. Pegou meu cartão, ligou pro meu celular na hora pra confirmar o número e disse que, se fosse preciso conserto no carro dele, me ligaria. Não ligou até hoje, acho que está tudo bem. Acho que tudo depende do humor da pessoa na hora, também. Tem gente que se desespera com essas coisas, que acha que carro é mais que um meio de transporte, sei lá. Tudo isso pra dizer para você ficar tranquila, que tudo se resolve. Beijão!!


  4. Eu vou ali me acalmar. Depois eu volto pra comentar, tá?


  5. o trânsito é um lugar insuportável pra se viver.


  6. Me passa o número do celular dele que vou ligar e enxher de desaforo anonimamente. Passa, por favor. Ah! Passa a placa também, porque se eu enxergar o carro dele na rua vou chutar a lataria toda. Prendam-me e eu digo que foi a tpm. Passa, por favor? Bjs!


  7. […] para piorar, quando chego no escritório hoje, recebo uma surpresinha. Vocês lembram deste post? E deste? Pois bem, neles eu contava o meu drama de ter batido o carro, por culpa minha, ter me […]



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