h1

sem idéia de título

abril 17, 2009

Uma vez, andava eu e minha tia na rua e um carinha nos abordou dizendo que era um assalto. Antes de nos desesperar, prestamos bem atenção nele: baixinho e mirrado, descalços e chapado até o último fio de cabelo. Ele fedia a loló, na real, e mal conseguia pronunciar a palavra dinheiro.

– Me passa o dinheiro.
– Eu não tenho, disse.
– Rápido. Eu tô armado.

Olhamos pra ele e vimos que a ‘arma’ que ele tinha na mão era, na verdade, o polegar e o indicador esticados, apontando pra gente. Então, demos de ombro. Ele insistiu novamente até que a Pati, tirando os bolsos do casaco pra fora, gritou:

– MAS EU NÃO TENHO DINHEIRO!

E ele saiu resmungando que queria SÓ 1 real.

Juro que é verdade, e foi uma cena ridícula ela com os bolsos pra fora. E por sorte, ele não era mesmo um assaltante, porque se fosse, a Pati teria perdido todo o salário do mês.

Aí, contando esta história hoje, me lembrei de várias situações inusitadas de assaltos que já me foram narradas. Um amigo, por exemplo, foi abordado no ônibus em São Paulo. O ladrão sentou-se ao seu lado e pediu pra passar a grana. E meu amigo, super desligado, abriu a carteira e perguntou quanto o cara queria. É óbvio que ficou sem nada, mas o ladrão ainda foi bacana e deixou a identidade e um passe de ônibus pra ele.

Um outro conhecido, um negão fortão, colocava o tênis de basquete na mochila e ia de ônibus pro clube treinar (era uma época em que se roubava muito tênis e bonés, lembram disso?), aí, um dia estava desfilando com a mochila entreaberta, quando foi parado por um ladrãozinho na descida do buzão: “me dá o tênis da mochila”. Espirituoso, Fernadão lamentou: “meu, acabei de roubar de um playboyzinho ali atrás”. O assaltante se solidarizou, pediu desculpas e foi embora.

E foi aí que meu amigo me contou a mais bizarra de todas. Sua amiga foi assaltada na rua e ameaçada com um estilete. Na hora, ela inventou uma história de que estava desempregada, que a vida tava complicada e que entendia como as coisas deviam ser difíceis pra ele também. O ladrão se comoveu e devolveu o celular pra ela. E ela, num impulso, deu um “abraço  sincero” pra agradecer.

Só faltou trocar telefones, né?

Anúncios

3 comentários

  1. Meu cunhado foi assaltado em uma estação de trem em Lisboa. O ladrão passou correndo e catou o celular dele. Uns metros depois ele olhou o aparelho, não gostou e atirou no chão. Exigente, né? rsrsrs.. bjos!


  2. No meu último assalto, dei vinte pilas e o cara pediu o celular. “Meu, esse celular é velho, não vale nada”. O cara: “então me dá esse radinho aí” (radinho = tocador de mp3). “Tá, toma o celular”.

    Sério.

    Entrei no onibus e fui no shopping comprar outro.


  3. Morri de rir! Que gente espirituosa.
    Divertido!
    Beijoca



Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: