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cabeça feita

abril 7, 2009

Vou parecer fiasquenta. E sou, até certo ponto, quando se trata dos meus cabelos. Na quinta-feira passada eu me irritei enquanto me arrumava para sair, pois não conseguia ajeitar meu cabelo de maneira alguma que ficasse direito. Ele é liso, escorrido, mas é comprido e pesado também. Então, nada para nele e ele não para de jeito nenhum. Só sabe ser liso e escorrido.

Sei que meu cabelo é bom, não exige muitos cuidados e não toma quase nada do meu tempo. Eu posso dormir com ele molhado, deixar secar ao vento, secar com secador, passar chapinha, passar mousse, não pentear, e ainda assim ele vai estar sempre igual. Talvez seja isso que me incomode.

Amo a Maudinha e ela tem um lugarzão no meu coração e 16 anos dos meus cabelos em suas mãos. Mas, enquanto amadureço, me dou conta de que não vou poder ir pra Joinville sempre que quiser cortá-los. A Cla diz que é toc, mas não é. Eu é que não sou muito adepta à promiscuidade de cabeças que existe por aí.

Porém, como não podia ignorar que meus cabelos estavam me desagradando, decidi, após algumas cervejas e uma margarita, que passaria as tesouras nele. Em Porto Alegre mesmo. Longe da Maudinha. A Cla deu graças a Deus, pois jurava que se um dia Maudinha fosse para o céu, eu viraria crente e usaria as madeixas na altura dos tornozelos.

Eis que hoje eu cortei. Fui ao salão de uma moça de nome e desabafei. Ela me sugeriu um corte mais moderno e me explicou como seria. Tive medo, mas ela me garantiu que era um moderno moderado e não mudaria muito do meu usual, então confiei.

Em um momento, juro que parei de respirar. Enquanto ela mexia no meu cabelo, comentou: “esta divisão tem que ser perfeita, senão tu vai ficar com cabelo de moicano”. Eu nem falei nada. Só me encostei na cadeira e esperei por um alento. Até que ela me disse: “não te preocupa, o teu corte não vai ficar moicano. é um corte bem feminino e bem suave”. Eu já recobrava os sentidos quando, depois de uma longa pausa no nosso diálogo, ela completou que o corte tinha uma referência “totalmente inglesa”. Confesso que não sei o que isso significa, mas na hora não me pareceu algo muito normal.E eu seguia confiando que ia ficar tudo bem.

Navalha vai, navalha vem, ela disse que era hora de começar a secar. E quando terminou, voltou a passar navalha. Como se não houvesse amanhã. Mas neste ponto, eu já nem me preocupei mais. No espelho, já aparecia um esboço – aliás, um bom esboço – de como eu ficaria depois que terminasse. Eu curti. E saí de lá super pimpona, toda orgulhosa por ter me aventurado em salões por aí.

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One comment

  1. e a foto? fiquei curiosa… bjão!



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