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você se lembra da minha voz?

Outubro 5, 2009

Ou, no caso de abandono deste blog, a pergunta mais sensata seria: você se lembra do meu texto?

Pois então… Este abandonado e – quase – finado blog (estou pensando em abandoná-lo de vez), que duvido muito que ainda traga algum leitor até ele, não tem novidades para contar sobre sua administradora. A vida, de fato, anda meio confusa e eu tenho passado por um momento muito estranho. Nada que mereça muita reclamação, mas sinto que a nuvem do azar pairou sobre minha cabeça e gostou tanto que resolver ficar. Tõ falando sério.

E, para piorar, quando chego no escritório hoje, recebo uma surpresinha. Vocês lembram deste post? E deste? Pois bem, neles eu contava o meu drama de ter batido o carro, por culpa minha, ter me oferecido para pagar o conserto do carro do senhor em quem bati e ele não ter aceitado, porque queria escolher a oficina, não aceitando nenhuma das opções do meu seguro como solução. Pois bem, hoje eu recebi uma intimação para comparecer  a uma audiência no dia 29 de outurbo, porque fui colocada na justiça como não querendo arcar com as despesas causadas pela batida. Juro.

Eu mereço?

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a praça é nossa

Junho 29, 2009

Minha irmã sai do banheiro e comenta:

- Este banheiro está entupido.

Minha mãe completa:

- Pois é, a vó já falou.

Minha vó, bem surdinha, pergunta:

- O quê? Lá fora tá calor?

hahahahahahahaha

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há 3 anos e meio

Maio 27, 2009

Este blog acabou virando um espaço quase que integral da Elisa. E, na falta de assunto, a Lari me salvou. Em seu antigo blog, Do Lar, há uns 3 anos e meio, mais ou menos, ela publicou este post, com fotos da zaparolha bem pequenina.

Hoje, em busca de um texto antigo, ela relembrou deste episódio e me mandou o link. Aí, nos comentários, constava a seguinte contribuição minha:

Hoje [29.11.2005], Elisa me mostrava um livro educativo com figuras de móveis da casa, me explicando cada um deles:

- aqui a elisa guarda as roupas dela.

- e qual o nome disso?, pergunto.

- guarda-roupas, responde ela.

E continua, agora apontando pro criado-mudo:

- e aqui é onde a elisa guarda outras coisas.

- e qual o nome disso?, repito

- é guardaveta, conclui.

Hahahaha. Adorei! Thank’s, Larimagr!

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depoimentos

Maio 18, 2009

Era janeiro de 2005 e fui a trabalho para a cidade maravilhosa. Jantamos no La Fiorentina – amigos e colegas de trabalho – e depois esticamos uma bebedeira – só os amigos – no Cervantes. Na mesa, umas dez pessoas contavam peripécias e aventuras já vividas, em um tom bem alto de conversa.

Ao que, de repente, um senhor em uma mesa próxima se levanta, bate com o garfo no copo e diz:

- Boa noite, gostaria da atenção de todos, pois quero fazer um depoimento. Meu nome é Fulano de Tal, sou engenheiro, e eu estou dizendo quem eu sou, porque eu não quero fazer um depoimento anônimo. Então, gostaria de dizer que eu estou com a minha esposa e nós viemos aqui para comer um sanduíche apenas. E com isso quero dizer que NÃO ME INTERESSA a vida sexual de ninguém. Não preciso saber quem fez o quê, onde e quando. Eu só quero comer um sanduíche em paz com a minha mulher. Obrigado.

Os bebuns do bar começaram a bater palmas e a fazer aquela gritaria. Quando, de repente, uma mulher se levanta. Ela estava sentada na mesa ao lado da mesa do senhor. Era grandona, fortona, com uns braços do tamanho da garrafa de 3l da coca-cola:

- Boa noite, eu também gostaria de fazer um depoimento.

E, usando a mesma estratégia do senhor, ela se apresentou:

- Meu nome é Fulana de Tal, eu sou não-sei-o-quê, e EU SOU LÉSBICA!

Aí a galera foi à loucura, com gritos de “beija, beija, beija”. Ela beijou a namorada e o senhor pagou a conta e foi embora.

Excelente história e eu não me lembrava dela até a última sexta-feira, quando a Liz me refrescou a memória. Ela nunca deixa passar nada, é um excelente registro da minha vida.

E, falando isto, me faz pensar que aí está uma das melhores vantagens em se ter amigos. Eles complementam a nossa existência. E a gente se vê através do olhar deles, sempre em uma perspectiva muito melhor do que há na nossa cabeça. E isso explica o fato de ser sempre tão bom a gente relembrar, incansavelmente, os bons momentos . Eu tenho vários amigos que despertam isso em mim, mas a Liz tem algo especial. E, posso dizer com toda a certeza do mundo que temos uma visão linda uma da outra. E é por isso que eu amo tanto ela.

Boa semana!

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é japinha mesmo

Maio 11, 2009

Pra quem não sabe, a Elisa adora sushi. O preferido dela é o de salmão, que ela come enlouquecidamente. Ontem, no almoço do Dia das Mães, meu pai fez um banquete e, enquanto ele produzia, ela ficou sentada na frente dele comendo. antes do almoço, filou 2 temakis e um rolinho de hossomaki. Na hora do almoço, comeu 4 oniguiris e algumas peças de sashimi. tudo de salmão.

Aí, hoje de tarde, ela me pediu pra ir na antiga escolinha, lugar que adora e que, vez ou outra, vai pra brincar. A diretora da escola e amiga ama a Elisa e elas são super puxa-saco uma da outra. Então, deixei a pequena lá pelas 13h30 e, no meio da tarde, me liga a diretora:

- Tua filha me convidou pra ir no Dado com ela esta semana comer sushi.  Posso aceitar?

Eu consenti (apesar de não saber se é bom o sushi de lá) e fiquei pensando: em outras palavras, posso dizer que Elisa, aos 5 anos e 10 meses, já está combinando de sair à noite com as amigas.

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das crianças

Maio 7, 2009

lendo o blog do tião, me lembrei das frases que tanto gosto tiradas do livro do pedro bloch, com definições das crianças sobre várias coisas. até comentei lá as minhas favoritas. já falei sobre elas aqui no blog (ou no antigo, não lembro) e, apesar de repetitivo, sempre acho que vale a pena, porque raciocínio de criança é fantástico. é sempre divertido, mais ou menos como aquele e-mail “como manter um nível de sanidade mental” (tá, eu acho).

aí, googleando, achei em vários sites um texto que falava a respeito de uma coluna que o pedro bloch mantinha na revista “pais & filhos”, retratando diálogos e situações engraçadas com crianças. e, mesmo não sabendo a fonte original, resolvi postar aqui, porque achei ótemo:

1 – Uma menina estava conversando com a sua professora. A professora disse que era fisicamente impossível que uma baleia engolisse um ser humano porque, apesar de ser um mamífero muito grande, a sua garganta é muito pequena. A menina afirmou que Jonas foi engolido por uma baleia. Irritada, a professora repetiu que uma baleia não poderia engolir nenhum ser humano; era fisicamente impossível.

A menina, então disse:

- Quando eu morrer e for ao céu, vou perguntar a Jonas.

A professora lhe perguntou:

- E o que vai acontecer se Jonas tiver ido ao inferno?

A menina respondeu:

- Então é a senhora que vai perguntar.

2 – Uma professora de creche observava as crianças de sua turma desenhando. Ocasionalmente passeava pela sala para ver os trabalhos de cada um. Quando chegou perto de uma menina que trabalhava intensamente, perguntou o que desenhava. A menina respondeu: -

- Estou desenhando Deus.

A professora parou e disse:

- Mas ninguém sabe como é Deus.

Sem piscar e sem levantar os olhos de seu desenho, a menina respondeu:

- Saberão dentro de um minuto.

3 – Uma honesta menina de sete anos admitiu calmamente a seus pais que Luís Miguel havia lhe dado um beijo depois da aula.

- E como aconteceu isso?, perguntou a mãe assustada.

-Não foi fácil, admitiu a pequena senhorita, mas três meninas me ajudaram a segurá-lo.

4 – Um dia, uma menina estava sentada observando sua mãe lavar os pratos na cozinha. De repente, percebeu que sua mãe tinha vários cabelos brancos que sobressaíam entre a sua cabeleira escura. Olhou para sua mãe e lhe perguntou:

- Porque você tem tantos cabelos brancos, mamãe?

A mãe respondeu:

- Bom, cada vez que você faz algo de ruim e me faz chorar ou me faz triste, um de meus cabelos fica branco.

A menina digeriu esta revelação por alguns instantes e logo disse:

-Mãe, porque TODOS os cabelos de minha avó estão brancos?

5- Um menino de três anos foi com seu pai ver uma ninhada de gatinhos que haviam acabado de nascer. De volta a casa, contou com excitação para sua mãe que havia gatinhos e gatinhas .

- Como você soube disso?, perguntou a mãe.

- Papai os levantou e olhou por baixo, respondeu o menino. Acho que ali estava a etiqueta.

6 – Todas as crianças haviam saído na fotografia e a professora estava tentando persuadi-los a comprar uma cópia da foto do grupo.

- Imaginem que bonito será quando vocês forem grandes e todos dizerem ‘ali está Catarina, é advogada’, ou também ‘Este é o Miguel. Agora é médico’.

Ouviu-se uma vozinha vinda do fundo da sala:

- E ‘ali está a professora. Já morreu’.


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bobalhona

Abril 29, 2009

Uma amiga que joga vôlei comigo todas as segundas levou, no último jogo, uma mala cheia de blusas lindas pra vender. Se dinheiro eu tivesse, comprava uma de cada modelo. Porém, como a vida não é tão fácil assim, levei três pra casa pra provar (isso depois de uma triagem). Aí, prova daqui, prova dali, escolhi apenas uma. Eu disse, a vida não tá fácil.

A última que provei esta manhã foi a que eu decidi ficar. Gostei tanto que já vim com ela pro trabalho. E, como estou sem carro, a lotação foi meu transporte. E eu sou muito mongolona, porque saí de casa, caminhei umas 4 quadras, peguei a lotação, desci da lotação, caminhei mais uma quadra, cheguei no escritório, me sentei na frente do computador e senti uma coisa esquisita nas minhas costas: sim, vim com a etiqueta balançando e à mostra durante todo o trajeto.

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desajeitada

Abril 24, 2009

elisa conversava com o márcio hoje cedo:

- a minha mãe diz que eu não preciso usar óculos de grau, mas acho que ela tem que me levar no médico.

- mas ela já te levou e tu não precisa mesmo.

- é, só que eu sou muito desajeitada, nunca olho por onde ando.

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atualizando

Abril 24, 2009

no dia seguinte à ligação do senhor do corolla, encontrei-o na lotação. não tenho 100% de certeza, mas acho que era ele, sim. e, ao chegar no escritório, falei com minha corretora, que me disse que ele decidiu usar o próprio seguro para arrumar o precioso carro dele na oficina escolhida. então, lavo minhas mãos, porque eu tentei, gente. a seguradora dele que vá se entender com a minha.

enquanto isso, venho trabalhar de tênis todos os dias, por conta do trajeto que tenho que caminhar pra pegar o ônibus. tem seu lado bom. :p

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não é mole, não

Abril 22, 2009

eu vou contar uma coisa pra vocês. bati o carro na segunda-feira à noite por total culpa minha. me distraí afu e entrei na traseira de um corolla. saí do carro já pedindo desculpas ao senhor que dirigia o automóvel à frente. ele ignorou totalmente as minhas palavras e foi extremamente grosso. eu disse que eu sabia que a culpa era minha e que pagaria o conserto do carro dele. dei meus telefones todos e mostrei minha identidade, mas ele pediu minha carteira de motorista também. anotou a minha placa e ficou o tempo todo duvidando da minha honestidade, tanto que quando chegou na casa dele, ligou para todos os números que dei para confirmar se eram meus mesmo.

eu entendo o lado dele, mas fiquei muito furiosa por ele ter duvidado de mim. posso ter todos os defeitos do mundo, mas desonestidade não é um deles, com certeza. em nenhum momento me neguei a atendê-lo e ele não teve a menor sensibilidade. sem contar que o meu carro precisou ser guinchado, enquanto o dele ficou só amassadinho.

comecei a escrever este post porque, no fim, eu queria dizer que ainda bem que existem corretores de seguros e que eles têm conhecimento suficiente para lidar com essas pessoas. porque, definitivamente, pago pra não me incomodar. e sou fã de todo e qualquer profissional que se coloca como ‘facilitador’ (adoro a palavra!) em situações como essas.

e o curioso é que enquanto eu escrevia este texto, este senhor me ligou para reclamar do processo, que está sendo muito demorado. não basta eu assumir a culpa pela batida, dar todas as informações ao meu respeito, acionar o meu seguro e arcar com todo e qualquer custo dele. não, não é suficiente a gente ser correto e fazer a nossa parte. ele, além de reclamar da lerdeza (não está lento, só pra constar), ainda exige que não quer que seja em qualquer oficina a não ser na que ele escolher. minha corretora está tentando viabilizar a oficina que ele quer, mas isso é mais complicado e requer mais tempo, o que ele também não aceita. tem que ser no tempo dele, caso contrário vamos conversar sobre isso na justiça.

sim, foi o que ele me disse.

por fim, depois de me deixar muito nervosa, comentei que ele estava sendo muito mal educado comigo, porque em nenhum momento eu o destratei. e ele achou um absurdo e disse que estou equivocada.

ahã.